Fundação Casa inscreve 267 internos para Olimpíada de Matemática nas regiões de Ribeirão Preto e Franca

Fundação Casa inscreve 267 jovens para 16ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas — Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV

A Fundação Casa terá 267 jovens das instituições de Ribeirão Preto (SP), Franca (SP), Batatais (SP) e Sertãozinho (SP) participando da 16ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), cuja primeira etapa tem início nesta segunda-feira (28).

Destinada a estudantes de escolas públicas e particulares, a Olimpíada é dividida em duas fases, sendo a primeira entre os dias 28 de junho e 3 de agosto. Em todo o estado de São Paulo, serão 3.360 participantes de 88 centros socioeducativos.

Reeducandos inscritos nas regiões de Ribeirão Preto e Franca, SP

Centro Nível 1 – 6º e 7º anos Nível 2 – 8º e 9º anos Nível 3 – Ensino médio Total
Casa Batatais 2 3 7 12
Casa Cândido Portinari (Ribeirão Preto) 25 25 10 60
Casa Franca 14 23 26 63
Casa Ribeirão Preto 18 37 30 85
Casa Sertãozinho 10 23 14 47
Total 69 111 87 267

Diretor da Divisão Regional Norte, Reinaldo Almazan afirma que os professores que atuam nas unidades socioeducativas têm incentivado os adolescentes a participarem da competição, o que faz com que o número de inscritos cresça ano a ano — mesmo em meio à pandemia.

“É um número bastante significativo [de inscritos], inclusive numa época de pandemia, onde o número de adolescentes é um pouco menor do que antes. […] É muito interessante porque os meninos pegam gosto pela matemática. Já tivemos, inclusive, adolescentes que ganharam prêmios nessa Olimpíada”, afirma.

 

A prova da 1ª fase é objetiva, composta por 20 questões de múltipla escolha, e será aplicada por professores da rede pública estadual nos centros socioeducativos. Os alunos terão 2h30 para responder e a divulgação dos classificados para a 2ª fase deve ocorrer em 9 de setembro.

Prédio da Fundação Casa em Franca (SP), onde 63 internos se inscreveram — Foto: Reprodução/EPTV

Rotina de estudos

 

De acordo com o diretor regional, a participação em atividades como a Olimpíada de Matemática é incentivada dentro das salas de aula pelos professores. Com turmas menores do que nas escolas tradicionais, os alunos podem ter um acompanhamento mais próximo e individualizado.

“Geralmente são salas de aula com 10 alunos, então você consegue intensificar o trabalho e esses professores acabam fazendo isso. Fora isso, nós temos uma rede de pedagogos que, fora o horário de aula, também estimula a questão da matemática para os adolescentes”, explica.

Assim como ocorre fora das unidades socioeducativas, Almazan conta que a rotina de estudos dos adolescentes começa cedo e se estende por toda a manhã. “Ela vai das 7h às 12h40, com um intervalo de 20 minutos para recreação e alimentação”, diz.

Interno da Fundação Casa — Foto: Fabio Rodrigues/G1

Permanência

 

O diretor regional explica que a média atual de permanência dos adolescentes nas unidades gira em torno de nove meses, mas pode ser maior ou menor, a depender da gravidade do ato infracional praticado.

“Para atos de menor gravidade, sem grave ameaça à pessoa, gira em torno de seis meses. Atos mais gravosos, como roubo praticado com emprego de arma de fogo, cerca de um ano e dois [meses]. Para homicídio, latrocínio, cerca de dois anos, dois anos e dois [meses] é a média de permanência do jovem”, afima Almazan.

Apesar dos 267 inscritos, as unidades da Fundação Casa na região de Ribeirão Preto e Franca têm, atualmente, 259 adolescentes internados. A diferença ocorre pois, desde o início das inscrições, uma parcela de reeducandos terminou de cumprir as medidas socioeducativas.

“Quando esse jovem sai daqui, ele minimamente experimentou outras ferramentas que são diferentes e podem dar suporte para a hora que ele sair. As escolhas sempre ficam em torno do indivíduo, mas nós precisamos minimamente instrumentalizar o adolescente para que ele possa tomar decisões ou fazer escolhas com muito mais segurança e credibilidade em si mesmo”, destaca.

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