Operação Corta Fogo é ampliada pelo Estado na região de Franca

porhero

Operação Corta Fogo é ampliada pelo Estado na região de Franca

​Para prevenir incêndios em rodovias, parques e áreas de proteção ambiental durante o inverno, caracterizado pela predominância da estiagem, o Governo do Estado já promove atividades da Operação Corta Fogo 2018, lançada em 7 de junho e coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Parte da estratégia para este ano é reforçar a estrutura dos três polos da iniciativa, nos parques estaduais Campos do Jordão, Juquery e Porto Ferreira e abrangem 14 unidades de conservação.

Vale destacar que, ao todo, onze caminhonetes 4×4, cabine dupla, quatro caminhões-pipa e três caminhões-plataforma auxiliarão nas respostas rápidas a incêndios florestais nas áreas protegidas localizadas estrategicamente em regiões de maior risco, além dos locais com histórico de ocorrências.

O combate ao fogo com o uso de aeronave de asa fixa foi ampliado para as regiões de Bauru, Campinas, Jundiaí, Piracicaba, Presidente Prudente e Sorocaba. A ação se mantém para as regiões de Araçatuba, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.

Planos

Os recursos da Câmara de Compensação Ambiental, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, superam os R$ 3,6 milhões. Além dos equipamentos, existem os Planos de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PPCIF), que serão implantados a partir deste ano. Os documentos determinam as atividades prioritárias para reduzir a ocorrência de incêndios florestais e organizar as ações de resposta realizadas durante ou após o fogo em unidades de conservação e áreas protegidas.

“São instrumentos padronizados de gestão do risco de incêndio florestal que favorecem a tomada de decisões mais precisas, com uso melhor os recursos disponíveis e minimização dos impactos de um desastre”, enfatiza o coordenador de Fiscalização Ambiental da pasta, Sérgio Marçon.

Os PPCIF são elaborados para que os órgãos possam atuar segundo as principais competências, além de realizar ações para a criação e manutenção das condições necessárias ao desempenho das responsabilidades previstas nos planos.

Além das novas ferramentas, a fiscalização do uso irregular do fogo e de balões (fabricação, soltura, venda e transporte) e as ações nas unidades de conservação, por meio de bombeiros civis e treinamentos operacionais, se mantêm para esta edição, bem como o fortalecimento das brigadas municipais, com a adesão de 217 cidades do Programa Município VerdeAzul, e estímulo para a criação de brigadas municipais.

A respeito da soltura de balões, o diretor do Núcleo de Gerenciamento e Emergências da Defesa Civil do Estado, capitão PM Eduardo Cesar Fernandes Filho, faz um alerta a quem ainda se arrisca na prática. “Não é permitido soltar balões. Inclusive, a conduta é criminosa, prevista na Lei nº 9.605/98, que protege toda a fauna e flora brasileira. A pena para quem fabrica, solta ou transporta balões é de detenção de até três anos, além de uma multa que pode chegar a R$ 10 mil”, afirma.

Oficinas

Antes do início das atividades da Operação Corta Fogo, foram realizadas 15 oficinas regionais para redução de riscos – estiagem, coordenadas pela Defesa Civil do Estado, em parceria com o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental e secretaria. Também foi firmada uma parceria com o setor sucroenergético, por meio do Protocolo Agroambiental Etanol Mais Verde, para o auxílio nos casos de incêndios.

“As oficinas preparatórias são voltadas ao fortalecimento das Defesas Civis municipais, por meio dos treinamentos regionais de brigadistas. Nas reuniões, os temas se referem a assuntos teóricos e práticos, como a elaboração dos planos de contingência e o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil”, explica a secretária chefe da Casa Militar e Coordenadora Estadual de Defesa Civil, coronel PM Helena dos Santos Reis.

A conscientização é outro ponto importante na proteção ao meio ambiente durante esta época do ano. Desse modo, a Operação Corta-Fogo manterá as campanhas de comunicação em parceria com as concessionárias de rodovias. Haverá distribuição de folhetos e mensagens nos painéis, alertando sobre os riscos de jogar bituca de cigarro às margens das rodovias. A pasta também abordará o tema em outras mídias, como as redes sociais.

Focos

Em 2017, foram 5.203 focos de incêndio, contra 3.193 do ano de 2016. Só em setembro, foram 2.610 focos, o maior número já registrado em um único mês desde o início da série histórica medida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998.

O secretário de Estado do Meio Ambiente, Maurício Brusadin, destacou a importância da iniciativa durante o lançamento da operação. “Cabe a nós sensibilizar toda a população paulista, pois os números também apontam que 90% do fogo foram causados pelo ser humano”, ressalta.

Os incêndios em Unidades de Conservação e demais Áreas Protegidas Estaduais atingiram, no ano passado, 3.828 hectares de matas. Instituída em 2011, a Operação Corta Fogo é coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente, que articula as ações de órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de São Paulo, a Polícia Militar Ambiental, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo (FF) e o Instituto Florestal (IF).

Além disso, quatro programas integrados e complementares são desenvolvidos, envolvendo prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais.

Fique atento às dicas para evitar os incêndios florestais:

– Não solte balões. Soltar balões é crime ambiental
– Nunca atire cigarros ou fósforos acesos às margens de rodovias
– Em áreas agrícolas, a queimada deve ser realizada apenas com autorização prévia da CETESB, seguindo medidas rigorosas para evitar acidentes
– Ao avistar um incêndio próximo de rodovias, contate imediatamente o telefone 0800 da empresa concessionária
– Nunca queime o lixo e evite acender fogueiras perto de matas e em dias de vento

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