A pressão sobre comerciantes da Praça do Itaú – Opinião

Proprietários de barraquinhas da praça Dom Pedro II, conhecidas como “camelôs do Itaú”, podem ter seu ponto de sustento perdido até o próximo dia 5 de dezembro. Isso porquê, segundo a Vigilância Sanitária, 31 barraquinhas estão irregulares, sem alvará de funcionamento e, caso não retirem as instalações da praça, terão que pagar uma multa de R$ 1,2 mil.

A imposição do órgão municipal tem deixado os comerciantes indignados. Muitos se sentem humilhados, ainda mais pela possível perda do ponto justamente no melhor mês para as vendas. Até mesmo um movimento foi criado pelos 31 comerciantes, que se identificam como prejudicados.

A instalação de barracas na Praça do Banco Itaú, cercando uma agência bancária repete os mesmos erros que começaram com a destruição do Hotel Francano.
Faz parte da história da cidade e o mais lógico agora, que a cidade já aprendeu a conviver com o problema, seria regularizar aquele mercado popular.
Ideias não faltam para se resolver os problemas daqueles comerciantes que ali estão e agora são considerados irregulares pela Prefeitura.
Não seria lógico, portanto, que a Prefeitura, em vez de dar R$ 1 milhão de reais para a ACIF não contribuísse com a regularização daqueles comerciantes?
Aliás, R$ 1 milhão de reais resolveriam muitos outros problemas sociais que a cidade de Franca tem, enquanto que a Prefeitura prefere ajudar uma entidade que tem os meios de sua própria sobrevivência e beneficia apenas um segmento que tem condições de sobreviver com suas próprias forças.
Tudo isso, enfim, é mostra que nem sempre os francanos colocam na Prefeitura, gestores que estejam dispostos a serem bom governantes e, afinal, responderem aos anseios mais coletivos e mais lógicos.

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