Acusados de queimar e matar comerciante de Franca vão a júri popular em dezembro

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) marcou para 10 de dezembro o júri popular de Lauany Viodres do Prado, Leonardo Gonçalves Cantieiri e Ítalo Vinícius Neves, acusados pela morte da comerciante Núbia Ribeiro, em setembro de 2017, em Franca (SP).

Os três estão presos e foram denunciados por homicídio triplamente qualificado: meio cruel, motivo fútil e de forma que impossibilitou a defesa à vítima, além de ocultação de cadáver.

Entretanto, a 7ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP acatou o pedido da defesa de Ítalo, que deixou de responder pela qualificadora “motivo fútil”.

Por telefone, o advogado José Antônio Abdala, que defende Lauany Viodres, disse que acredita na Justiça e está confiante de que a cliente dele consiga provar a inocência.

Já a advogada Aparecida Auxiliadora da Silva, responsável pela defesa de Ítalo Neves, informou que ainda não foi notificada sobre a marcação do júri, mas já esperava que seria esse ano.

Rafael Sousa Barbosa, advogado de Leonardo Cantieri, falou que ainda não foi notificado da data e que prefere não se manifestar.

Acusados de matar Núbia Ribeiro em Patrocínio Paulista, Leonardo Cantieri, Ítalo Neves e Lauany do Prado vão a júri popular em dezembro — Foto: Reprodução/EPTV

Acusados de matar Núbia Ribeiro em Patrocínio Paulista, Leonardo Cantieri, Ítalo Neves e Lauany do Prado vão a júri popular em dezembro

Acusações

Segundo o Ministério Público, o motivo do crime seria ciúmes, pois Lauany descobriu que o namorado, Leonardo, teve um breve relacionamento com Núbia após romper com ela.

No entanto, quando o relacionamento dos dois foi reatado, Leonardo ainda trocava mensagens com Núbia. De acordo com a Promotoria, Ítalo ajudou o casal.

A acusação aponta que Núbia foi agredida e teve o corpo parcialmente queimado quando ainda estava viva, após ser vítima de uma emboscada armada por Leonardo e Lauany.

A comerciante foi encontrada morta na zona rural de Patrocínio Paulista (SP), a 23 quilômetros de Franca. A Polícia Civil diz que ela sofreu traumatismo craniano.

O crime

O MP afirma que, no dia em que foi morta, Núbia foi atraída para um encontro com Leonardo, a pedido de Lauany. De acordo com a acusação, a vítima seguiu de carro até o apartamento de Leonardo, de onde os dois saíram no veículo dele.

Lauany estava escondida no porta-malas e saltou para o banco traseiro durante o trajeto. Ela atacou a comerciante e cortou o rosto dela.

Consta ainda na denúncia que a vítima ficou desacordada e foi levada até a casa de Ítalo. De lá, o amigo do casal seguiu no carro de Leonardo com a jovem. Ele golpeou a cabeça de Núbia com um objeto que a polícia acredita ser uma chave de rodas e ateou fogo ao corpo.

Corpo de Núbia Ribeiro Duarte foi achado em canavial em Patrocínio Paulista — Foto: Reprodução/EPTV

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