Cafeicultores se preocupam com clima seco e fase de enchimento dos grãos

Especialistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que o cenário climático no fim de janeiro e neste início de fevereiro, com baixo volume de chuvas e temperaturas elevadas, tem preocupado agentes em algumas regiões, como Espírito Santo, Mogiana (SP) e Sul e Cerrado Mineiros.

A preocupação é por conta das lavouras de arábica, que estão entrando na fase de enchimento dos grãos, e das plantações de canéfora (robusta), que já estão em pleno enchimento. O clima predominantemente seco pode afetar a qualidade de peneira e o rendimento da safra 2021/2022.

Quanto ao mercado, as negociações do café arábica estão relativamente calmas, devido à forte retração vendedora. Para o canéfora (robusta), ainda que parte dos agentes continue distante do mercado, altas pontuais têm permitido o fechamento de alguns negócios, especialmente para o tipo 7/8.

O mercado futuro do café arábica abriu o pregão desta quarta-feira (10) com estabilidade para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Sem novidades no mercado, o setor cafeeiro segue acompanhando o desenvolvimento das lavouras brasileiras em um momento em que o produtor também está mais cauteloso e fecha negócios de acordo com a necessidade de fazer “caixa”.

Em relação aos preços na Bolsa de Nova York, na manhã desta quarta-feira (10), por volta das 9h10 (horário de Brasília), março/2021 tinha alta de 5 pontos, valendo 122,95 cents/lbp; maio/2021 registrava baixa de 10 pontos, negociado por 124,90 cents/lbp; julho/2021 era negociado por 126,95 cents/lbp, sem variações; e setembro/2021 também operava com estabilidade, valendo 128,80 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, o canéfora (conilon) abriu o dia com altas técnicas. Março/2021 tinha alta de US$ 7 por tonelada, valendo US$ 1349; maio/2021 tinha alta de US$ 9 por tonelada, valendo US$ 1374; julho/2021 registrava alta de US$ 6 por tonelada, valendo US$ 1386; e setembro/2021 tinha valorização de US$ 9 por tonelada, valendo US$ 1404.

No Brasil, o mercado físico encerrou com poucas variações nas principais praças produtoras do País. O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 0,74% em Guaxupé (MG), valendo R$ 682; Poços de Caldas (MG) teve baixa de 0,15%, valendo R$ 654; Patrocínio (MG) teve desvalorização de 0,73%, negociado por R$ 680.

O tipo cereja descascado teve alta de 0,69% em Guaxupé (MG), valendo R$ 725; Poços de Caldas (MG) teve queda de 0,14%, estabelecendo os preços por $R 714; e Patrocínio (MG) encerrou com desvalorização de 0,69%, valendo R$ 720.

As informações são do Cepea e Notícias Agrícolas.

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