‘Chance de ter uma greve dos caminhoneiros como a de 2018 é pequena’, diz presidente da CNT

Apesar dos problemas consequentes da alta dos combustíveis, principalmente do óleo diesel, o setor de transportes tem saldo positivo nos postos de emprego em 2021. O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, concedeu entrevista ao vivo ao Jornal da Manhã nesta quarta-feira, 27, para falar sobre o tema.

Segundo ele, o setor já superou a marca de 70 mil novos empregos em 2021. Sobre a possibilidade de greve de caminhoneiros de grande proporção, como a que ocorreu em 2018, o presidente da CNT ainda afirmou que existe apenas uma baixa chance de que ocorra, principalmente pela falta de uma liderança forte e pelo entendimento de que o problema dos combustíveis não é do governo federal, mas algo global.

O presidente da CNT destacou ainda a necessidade do setor se reinventar para continuar crescendo. “O setor vai ter que se reinventar para sobreviver diante da perspectiva de aumento do preço do óleo diesel e ainda uma perspectiva de que até o final do primeiro semestre do ano que vem vamos continuar tendo aumentos. Estamos enfrentando, junto com o governo, o fim da desoneração da folha no transporte rodoviário de cargas e passageiros, o que significa muita dificuldade, mas, mesmo assim, mesmo com a pandemia, estamos contratando novos trabalhadores, puxado principalmente pelo rodoviário de cargas. Já superamos 70 mil novos empregos em 2021 e esperamos que, com o fim da pandemia, esse recuperação continue, deslocando da carga para os passageiros”, afirmou.

Segundo Vander Costa, o crescimento do número empregos no setor é explicável pela força contínua do agronegócio no Brasil. “O agronegócio continuou forte, pujante, nós temos que abastecer a agricultura com insumos e também transportar a safra. A exportação também é um setor que está que está movimentando essa ideologia que consome o minério e faz o aço estar em alta. O rodoviário de cargas foi beneficiado também pela crise hídrica. Na hora que o tietê fecha a hidrologia, a rodovia do Paraná, faz com que a carga saia do [transporte] aquaviário e vá para o rodoviário. E a quantidade de mão de obra do rodoviário é muito maior do que um aquaviário. Então, o fato dos rios não estarem tendo navegabilidade, o que não é bom, é ruim, faz com que o transporte rodoviário de cargas tenha um aumento de vagas principalmente de motoristas.

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