Com medidas mais restritivas, Cássia aponta colapso na saúde: ‘Nossa situação é crítica, é o caos’

A alta de casos de Covid-19 e a ocupação dos leitos hospitalares fez com que o sistema de saúde de Cássia (MG) entrasse em colapso. O hospital da cidade conta com 20 leitos de enfermaria disponibilizados para tratamento da Covid-19. Atualmente, 21 deles estão ocupados, ou seja, foi preciso remanejar uma vaga de outro setor para o tratamento da doença.

Ainda de acordo com o hospital, quatro pacientes aguardam por transferência e fazem uso de aparelhos para conseguirem respirar.

“A gente está desde a semana passada com praticamente 100% de lotação dos leitos de Covid de Cássia. Os pacientes estão cada vez mais graves e são pacientes jovens que estão evoluindo para um estado crítico da doença. Infelizmente a gente está numa situação de dificuldade de transferir estes pacientes críticos, então este colapso chegou. Se hoje chegar um paciente precisando de internação, ele vai precisar ficar no pronto socorro aguardando vaga em uma cidade vizinha que tenha vaga”, explicou Danilo Santos Ribeiro, médico.

As medidas impostas pelo novo decreto da Prefeitura de Cássia, que permite o funcionamento de serviços essenciais apenas por delivery, começaram a valer nesta quarta-feira (26) no município.

“Hoje os serviços essenciais estão funcionando somente por delivery. Foi feita uma reunião com os prefeitos da nossa microrregião e chegamos à conclusão de que não tinha mais condições. O número de contaminados tem aumentado a cada dia e uma letalidade violenta deste vírus. Nossa situação é crítica, é o caos”, afirmou a secretária de Saúde, Eliane David de Oliveira.

A secretária de Saúde pediu a ajuda da população no cumprimento das medidas impostas pelo novo decreto. Ainda de acordo com ela, caso as pessoas não respeitem as regras e os casos continuem aumentando haverá mais restrições no município.

“Vamos restringir mais ainda, infelizmente. Vai ser ‘lockdown’ total, nem o delivery eu não sei se vamos poder continuar. Muitas mortes virão caso a gente não faça isso. A nossa responsabilidade é cuidar da vida da população e vamos fazer isso, prejudicando ou não financeiramente algumas pessoas, porque alguém, infelizmente, tem que sofrer pra que a gente não perca mais vidas”, finalizou Eliane.

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