Com motoristas em greve, empresa do transporte coletivo em Franca recorre à Justiça

Após os motoristas de ônibus entrarem em greve, a Empresa São José, responsável pelo transporte coletivo em Franca (SP), informou neste domingo (20) que entrou com uma ação judicial para tentar garantir a circulação de uma frota mínima no município.

Segundo o sindicato da categoria, o motivo da paralisação é o atraso no pagamento dos salários, que deveriam ter sido depositados em 5 de junho. O movimento grevista teve início no sábado (19) e segue por tempo indeterminado.

Em nota, a concessionária informou que, durante o período de “lockdown”, não transportou nenhum passageiro e, por isso, não teve receita alguma. Sendo assim, não foi possível cumprir os compromissos com funcionários e fornecedores.

“A São José esclarece que, em momento algum, teve a intenção de trazer qualquer tipo de desconforto aos seus funcionários e à população. Desde o início do ano passado houve queda acentuada no transporte de passageiros, além dos constantes reajustes nos preços do diesel, pneus, mão de obra, peças e acessórios, lubrificantes, veículos e demais componentes da ‘cesta de transporte'”, diz o texto.

A empresa destacou, ainda, que todas as informações referentes à situação financeira são de conhecimento tanto da administração municipal, quanto da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Franca (Emdef), órgão responsável pelo transporte e trânsito no município.

“Caso a paralisação realizada pelo Sindicato dos Rodoviários for mantida por tempo indeterminado, além do prejuízo à comunidade francana, ela continuará sem receita e, dessa forma, será ainda mais difícil efetuar o pagamento dos funcionários, fornecedores e as demais despesas fixas e variáveis já contratadas”, finaliza.

O que diz a Prefeitura?

Em nota, a Prefeitura de Franca informou que a relação entre a empresa concessionária e os colaboradores não compete à administração municipal, e destacou a relevância das medidas de enfrentamento à Covid-19.

“Medidas de lockdown para o enfrentamento a Covid-19 foram necessárias para reduzir conter a transmissão da doença. A queda brusca nos atendimentos no Pronto Socorro e de pacientes necessitando de leitos de UTI comprovam os resultados efetivos da medida”, pontuou.

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