Deputados paulistas querem mais prazo para discutir a consulta da Artesp sobre fretamento de ônibus por aplicativo

Nesta sexta-feira (6), os deputados estaduais paulistas fizeram uma avaliação da reunião entre eles e o governador João Doria realizada na quinta-feira. Um dos temas discutidos foi a consulta pública realizada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo – Artesp, a respeito de ônibus com circuito aberto, uma modalidade de transporte que é semelhante ao oferecido pelo Uber, em que empresas de ônibus disponibilizam viagens compartilhadas em ônibus, por meio de aplicativos, com itinerários flexíveis.

“O vice-governador estava presente e disse que o intuito não é proibir essa atividade, e sim ouvir a população para organizar o convívio dos ônibus de circuito fechado com essa iniciativa da sociedade civil, que não tem regulamentação”, afirmou a deputada Janaina Paschoal – PSL.

A parlamentar considera importante que a população tome conhecimento da consulta pública da Artesp e se manifeste. “A nossa posição ” minha, do deputado Sergio Victor e do deputado Carlos Cesar” é no sentido de permitir essa atividade, que tem tudo a ver com a livre iniciativa”, informou Paschoal.

A consulta pública da Artesp se encerra no dia 09 de novembro.

São Paulo: Fretados realizaram protesto contra governo do estado

Um protesto realizado na manhã desta quarta-feira (28), chamou atenção em São Paulo, quando diversos ônibus fretados, que prestam serviço a Buser, circularam por diversos pontos da capital, seguindo até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do estado no bairro do Morumbi, na Zona Oeste de São Paulo.

O protesto era contra as recentes medidas anunciadas pela Agência de Transportes do Estado – Artesp, do Governo do Estado de São Paulo.

A principal queixa dos manifestantes é pela tentativa da agência em obrigar o “circuito fechado”, ou seja, a compra de ida e volta aos passageiros. Os fretadores destacam que essa norma já foi considerada inconstitucional pela Justiça em outros estados, como Minas Gerais e até mesmo em São Paulo.

Para o CEO da Buser, Marcelo Abritta, dois pontos vem causando revolta entre os fretadores. “Todos estão indignados com a iniciativa da Artesp porque as medidas tratam as empresas como se fossem clandestinas, o que não é verdade. Além disso, a venda do circuito fechado causa uma ociosidade de cerca de 30% dentro dos ônibus, o que é uma perda de receita que inviabiliza a operação”.

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