Em carta, representantes do turismo pedem a Zema reabertura do setor

A implantação da onda roxa em toda Minas Gerais vem sendo debate nas últimas semanas. A medida que tenta conter o avanço da COVID-19 no estado, acabou prejudicando diversos setores, entre eles o turismo.

Durante toda a pandemia do novo coronavírus, o setor vem sobrevivendo de forma calejada. Por isso, nesta terça-feira (13/4), diversos representantes em Minas Gerais enviaram uma carta ao governador Romeu Zema (Novo) pedindo a flexibilização do funcionamento do turismo.

Além de Zema, também foram endereçados o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, e o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti Vitor.
“O turismo em Minas Gerais vem sofrendo muito com as medidas restritivas da onda roxa do Minas Consciente, sabemos que a base do plano é salvar vidas, e não discordamos que isso realmente é o que mais importa. Porém, com todo período que o trade turístico não trabalhou em 2020 e agora com as restrições de 2021, estamos assistindo, com muita preocupação, a caminhada de meios de hospedagem, restaurantes, lojas, agências, guias, instâncias de governança entre outros à situações financeiras extremamente delicadas”, escreveram os representantes do setor na carta.

No documento, os 20 representantes afirmaram que o turismo movimenta a economia no estado, emprega milhares de pessoas que “estão diariamente sendo demitidas por falta de fôlego dos empresários, um caminho que trará grandes demandas sociais ao poder publico”.

Leia na íntegra

Foram solicitadas as seguintes demandas:

  1. Que retroage ao sistema de ondas, exceto a roxa, do Minas Consciente, assim, os empresários do setor poderão movimentar seus estabelecimentos, mesmo que de forma reduzida, evitando muitas demissões e falências em todo estado;
  2.  Que seja incluída em todas as ondas a abertura dos parques ao ar livre (essenciais à saúde);
  3.  O apoio da Secult, para uma ação de promoção de Minas Gerais como um destino seguro, o que nos fará sair na frente de todo país e recuperar a economia do setor, repetindo, com segurança e controle;
  4. Que apresente um cronograma de vacinação para nosso estado, apoiando a compra do imunizante através de consórcios de municípios para que tenhamos velocidade no processo;
  5.  Criação pela Secult de programa de auxílio emergencial para trabalhadores ligados aos setores de Cultura e Turismo (alimentação, hospedagem, agências de viagens receptivas e emissivas, etc), utilizando recursos não usados da Lei Aldir Blanc e adequá-los ao turismo.
Segundo o Secretário de Turismo de Tiradentes, Christian Silveira, que assinou a carta ao governador, a economia do município caiu drasticamente durante a onda roxa.
“Estamos solicitando maior apoio do governo. Essa onda roxa, principalmente para nós que a economia é predominantemente turística, tem afetado demais. Hoje completamos 30 dias, onde todas as atividades econômicas estão paralisadas e isso está gerando um colapso na economia e não temos mais subsídios. O município lançou planos auxiliares emergenciais para o setor, mas não está suprindo mais”, explica.
Ele ressalta que Tiradentes recebeu o selo Safe Travels do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), lançado em 2020 para segurança e higiene, que tem o propósito de inspirar a confiança dos viajantes e acelerar a recuperação do setor na sequência do COVID-19.
“Dá para manter o protocolo sanitário com o turismo.  Durante a onda vermelha tivemos várias restrições de distanciamento em lojas e restaurantes, limite de 50% nas pousadas e nesse período o município teve uma evolução epidemiológica muito menor do que os 15 dias da onda roxa. O comércio e meios de hospedagem não impactam no índice de contaminação, são locais onde tem protocolos aplicados”, reforçou.
 

Governo de Minas diz que vai analisar pedidos

Em nota encaminhada para o jornal Estado de Minas, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) afirmou que mantém estratégias de promoção e reposicionamento de Minas Gerais como destino turístico seguro desde 2020,  quando a pandemia da COVID-19 afetou o Estado. Nesse sentido, várias ações estão sendo realizadas e outras estão em planejamento, para promover a   retomada gradual e consciente das atividades, conforme destacadas abaixo.
Sobre a referida carta, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE) recebeu os pedidos e vai levar a pauta para discussão na reunião do Comitê COVID-19.

Veja os representantes que assinaram a carta:

  • Álvaro Costa – Secretário de Turismo de Gonçalves
  • Ana Paula Odoni – Secretária de Turismo de Extrema
  • Betânia Resende – Assessora de Turismo do IGR Trilha dos Inconfidentes
  • Bruno Alves da Rosa – Secretário de Turismo de Camanducaia (Monte Verde)
  • Christian Silveira – Secretário de Turismo de Tiradentes
  • Clodoaldo Costa – Gestor do IGR Serras Verdes do Sul de Minas
  • Filipe Condé Alves – Secretário de Turismo e Cultura de Caxambu
  • Gustavo Toledo – Secretário de Turismo de Capitólio
  • Joana Coelho – Secretária de Turismo de Santa Luzia
  • Kleyber Silveira- Gestor do IGR Nascentes das Gerais e Canastra
  • Luan Fernando de Oliveira – Chefe  Setor de Turismo e Cultura de Prados
  • Marcelo Tibaes – Secretário de Cultura, Turismo e Patrimônio de Serro
  • Marcia Betânia Oliveira Horta – Segretária de Cultura, Turismo e Patrimôniode Diamantina
  • Marcus Fróis – Secretário de Turismo de São João Del Rey
  • Marcus Januário – Presidente da Fecitur-Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais
  • Ricardo Fonseca Oliveira – Secretário de Turismo de Poços de Caldas
  • Rodrigo Câmara – Secretário de Turismo, Indústria e Comércio de Ouro Preto
  • Roseliy Moraes – Presidirnte do IGR Serras Verdes do Sul de Minas
  • Sérgio de Paula – Secretário de Turismo de São José da Lapa
  • Vera Vaz – Secretária de Turismo de São Lourenço

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