Ex-prefeitos de Franca e Orlândia viram réus por corrupção em contratos de coleta de lixo

O ex-prefeito de Franca (SP), Gilson de Souza, e dois ex-prefeitos de Orlândia (SP), Oswaldo Ribeiro Junqueira Neto e Rodolfo Tardelli Meirelles, viraram réus por envolvimento em um esquema de corrupção em contratos para coleta de lixo que somam R$ 41 milhões.

Nos mesmos processos, a Justiça também tornou réus empresários e funcionários ligados à Seleta Meio Ambiente, contratada nas licitações investigadas, e à Colifran, acusada de ter sido utilizada para auxiliar a Seleta a vencer concorrências.

As denúncias foram levadas à Justiça pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que deflagrou a Operação Hamelin, pela qual o ex-prefeito de Igarapava (SP), Carlos Augusto Freitas, também foi denunciado.

Veja quem são os réus e por quais crimes eles são acusados:

  • Gilson de Souza: ex-prefeito de Franca, acusado de corrupção passiva. Segundo o Ministério Público, ele solicitou vantagem financeira indevida na contratação da Seleta;
  • Roberto Ferreira: dono da Colifran. Segundo o MP, a empresa dele entrou na licitação para ajudar a Seleta a vencer a concorrência em Franca;
  • Jorge Saquy Neto: dono da Seleta Ambiental. Foi denunciado por corrupção ativa e firmou acordo de colaboração premiada com o MP;
  • Mateus Dutra Muñoz: funcionário da Seleta. Foi denunciado por corrupção ativa e também firmou acordo de colaboração premiada com o MP;
  • Rodolfo Tardelli Meirelles: ex-prefeito de Orlândia, acusado de corrupção passiva. Segundo o MP, ele solicitou vantagem financeira indevida;
  • Oswaldo Ribeiro Junqueira Neto: ex-prefeito de Orlândia, denunciado por corrupção passiva. Segundo o MP, ele solicitou vantagem financeira indevida.

 

O ex-prefeito de Orlândia (SP), Oswaldo Ribeiro Junqueira Neto — Foto: EPTV/Cecod/Arquivo

O ex-prefeito de Orlândia (SP), Oswaldo Ribeiro Junqueira Neto — Foto: EPTV/Cecod/Arquivo

Operação Hamelin

As investigações do Gaeco apontaram que agentes públicos recebiam ou solicitavam propina em troca do direcionamento de licitações firmadas com a Seleta. A Operação Hamelin resultou em 35 mandados de busca e apreensão em relação a 15 investigados.

As investigações foram conduzidas a partir interceptações telefônicas e da análise de processos de contratação mediante dispensa de licitação. As suspeitas surgiram em 2017, quando foi deflagrada a Operação Purgamentum, que investigava fraudes envolvendo a Seleta e a Prefeitura de Passos (MG).

Após terem firmado o acordo de colaboração premiada com o MP, os representantes da Seleta detalharam o esquema de corrução que ocorria nas prefeituras no interior de São Paulo.

Só em Franca, o valor dos contratos fraudados é de cerca de R$ 29,5 milhões. Segundo o MP, desde que o acordo com a Seleta foi firmado, a empresa devolveu R$ 10,5 milhões aos cofres públicos.

Operação Hamelin cumpriu mandados de busca e apreensão em Franca (SP) — Foto: Alexandre Sá/EPTV/Arquivo

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