Exportação de calçados cai, mas há sinais de melhora

As exportações de calçados brasileiros em janeiro somaram 9,73 milhões de pares em volume e US$ 60,93 milhões em receita, queda de 22,2% e de 33,2% respectivamente em relação ao mesmo mês do ano passado.

Mesmo com queda em relação a janeiro de 2020, as exportações de calçados no primeiro mês do ano indicam melhora nos índices desde abril do ano passado. Houve um crescimento de 5% em pares e de 2,1% em valores em relação a dezembro de 2020. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

A queda em relação a janeiro do ano passado é explicada pelo fato de que, naquele mês de 2020, as exportações ainda não registravam impacto da pandemia do novo coronavírus, segundo o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira. “A base de comparação é muito alta para os padrões que assumimos a partir do avanço da pandemia, que se deu a partir de março. Então, é provável que nos próximos dois meses ainda registremos valores inferiores aos de 2020”, projetou, em nota, o dirigente.

Por outro lado, o executivo mantém a expectativa de crescimento a partir do primeiro trimestre, terminando o ano de 2021 com uma performance 14,9% melhor do que no ano passado. “Existe uma recuperação em andamento”, disse.

Os principais destinos do calçado brasileiro em janeiro foram Estados Unidos, França e Argentina. Os países árabes não figuram entre os 20 principais destinos do produto.

Assim como as exportações, as importações de janeiro alcançaram o maior patamar desde abril passado, mesmo tendo caído tanto em volume (-28,%) quanto em receita (-47%) em relação a janeiro de 2020. Na relação com dezembro de 2020, o aumento foi de 43,8%. No período, foram comprados 1,98 milhão de pares, pelos quais foram pagos US$ 21,8 milhões. “Existe uma tendência de incremento das importações de calçados, especialmente asiáticos, conforme o mercado doméstico brasileiro se recupera”, informou Ferreira.

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