Furnas é “desastre econômico e ambiental”, diz governador de MG

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), cobrou do governo federal apoio após a publicação de uma resolução da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), no qual decretou escassez hídrica da represa de Furnas, no estado.

Em vídeo publicado em sua conta no Twitter, Zema mostra a situação da represa em Alfenas, no sul de Minas. “No que era Furnas. O que vemos aqui não é mais represa. Ontem, a ANA publicou uma resolução que decreta escassez hídrica na bacia do Rio Grande. A situação é extremamente crítica”, disse.

Ele acrescentou que a área já foi considerada por décadas “o mar de Minas”. “Hoje, se transformou em um mar de lamas. Essa área tinha um nível superior a 10 metros de água. Agora, só vemos lama”, ressaltou.

Zema disse que esteve no Ministério de Minas e Energia “com todas as entidades envolvidas” na questão e seguirá cobrando do governo federal.

“Minas não pode ser a única responsável, que vai pagar por essa crise. Mas não pode pagar a conta sozinha”, declarou, acrescentando que Furnas deveria gerar milhares de empregos em atividades turísticas e em piscicultura, e hoje não gera “praticamente mais nada”, sendo “um desastre econômico e ambiental”.

A ANA recebeu um ofício solicitando a adoção de medidas para enfrentamento da situação hidroenergética desfavorável na bacia do rio Paraná. O documento é complementado por uma carta que avalia as condições de atendimento eletroenergético ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Na carta, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) faz uma projeção de junho a novembro deste ano.

O estudo do ONS enviado à Agência mostra que, a depender de decisões tomadas, o reservatório de Furnas poderia esgotar o volume útil até o fim de novembro deste ano, o que comprometeria os usos múltiplos da água praticados.

Para evitar a situação, a ANA avalia determinar a observância de condições de reserva similares aos últimos três anos em 30 de novembro, mesmo em meio à pior condição hidrológica na afluência de vazões aos reservatórios da bacia do Paraná no histórico dos últimos 91 anos.

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