Governo do Estado anuncia nesta quarta provável regressão de SP à fase vermelha

O governo estadual estuda colocar São Paulo na fase vermelha, a mais restritiva do Plano SP. A decisão será tomada em uma reunião nesta quarta-feira (03).

A tendência seria adotar essa medida por duas semanas, dependendo da evolução o impacto na circulação do novo coronavírus. Na fase vermelha, apenas os serviços essenciais estão permitidos – como supermercados, farmácias e postos de combustível.

A regressão à fase vermelha é uma tentativa do governo estadual para evitar a adoção de um total e severo lockdown no estado como forma de frear a propagação do novo coronavírus e o colapso total do sistema de saúde. Simultaneamente, o governo espera avançar na vacinação, na conscientização da população e na fiscalização de atividades irregulares que promovam aglomerações.

Ainda assim, não há previsão de fechar as escolas.

O assunto foi objeto de discussão na reunião entre o governador João Doria, prefeitos, o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, e membros do Centro de Contingencia da Covid-19, na tarde desta terça-feira (02). O prefeito Guti também participou do encontro.

“A situação em São Paulo é grave, extremamente difícil. Eu diria que é alarmante neste momento”, afirmou o governador. “Estamos a 11 dias do colapso”, completou Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico.

O tema lockdown foi colocado à mesa, porém o consenso foi de que ainda é possível evitar medida tão radical como a adotada em países europeus e até em cidades do interior paulista. No lockdown total, nem supermercados podem funcionar e a circulação de pessoas é restrita e controlada.

Além disso, o Centro de Contingência do governo paulista avalia a criação de uma fase mais restritiva que a vermelha para conter a covid-19. Seria a chamada fase roxa. “Estamos discutindo a possibilidade e a necessidade de uma fase ainda mais restritiva que a vermelha”, disse neste sábado (27) o coordenador do centro de contingência do estado, Paulo Menezes.

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