Isolamento social não passou de 51% no estado de SP durante a fase emergencial

O índice de isolamento no estado de São Paulo não ultrapassou 51% no período entre 15 de março e 11 de abril, em que vigorou a fase emergencial para conter a propagação do coronavírus. Para especialistas, a taxa de isolamento ideal é de no mínimo 60%.

Nas primeiras duas semanas de março, quando vigorou a fase vermelha, o pico o isolamento foi o mesmo, 51%, segundo dados disponíveis no portal do governo do estado de São Paulo.

As maiores taxas das duas fases, emergencial e vermelha, foram registradas aos domingos. Neste sábado (10), o índice ficou em 44%.

Na sexta-feira (9), o governador, João Doria (PSDB), anunciou que o estado sai da fase emergencial e retorna na próxima segunda-feira (12) à fase vermelha da quarentena, que permanecerá em vigor até 18 de abril. A mudança ocorre após o estado registrar uma ligeira queda na taxa de ocupação dos leitos de UTI, que, no entanto, segue acima de 88%.

Na prática, a mudança permite o retorno das atividades presenciais nas escolas das redes pública e privada, desde que autorizadas pelas prefeituras, além da abertura de alguns serviços que estavam vetados e a retomada de competições esportivas profissionais. Já o atendimento presencial em comércios, bares e restaurantes segue proibido em todo o estado.

Algumas restrições da fase emergencial, como o toque de recolher das 20h às 5h, foram mantidas na fase vermelha. O cumprimento da restrição continua a ser fiscalizado por uma força-tarefa composta por integrantes das vigilâncias sanitárias, da Polícia Militar e do Procon.

No sábado (10), a cidade com maior isolamento foi São Joaquim da Barra (66%) e Mococa (60%), seguidas de Batatais e São Sebastião, ambas com 59% de isolamento. Já a cidade de São Paulo teve, no sábado (10), 43% de isolamento.

Durante o período emergencial, a maior marca registrada na capital, segundo os dados do governo do estado, foi em 21 de março, com 51% do isolamento.

O isolamento é medido pelo sistema SIMI-SP (Sistema de Monitoramento Inteligente de São Paulo), por meio de acordo com as operadoras de telefonia Vivo, Claro, Oi e TIM, através da ABR (Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações) e do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), calculando, com base em informações agregadas e anônimas, dados georreferenciados sobre o deslocamento da população.

Veja abaixo o que muda a partir de segunda-feira (12) e o que pode funcionar em cada fase:

O que muda:

  • Escolas poderão receber alunos presencialmente, desde que autorizadas pelas prefeituras e com até 35% dos alunos matriculados a cada dia;
  • Competições esportivas profissionais, como o Campeonato Paulista de Futebol, podem retornar, sem público;
  • Serviços de retirada (take-away) dos restaurantes e funcionamento de lojas de material de construção, embora já estivessem permitidos por meio de liminar judicial, agora passam a ser autorizados pela gestão estadual.

O que permanece:

  • Proibição de cultos religiosos presenciais;
  • Teletrabalho (home office) obrigatório para escritórios, atividades administrativas, repartições públicas, serviços de telecomunicações ou de tecnologia da informação (TI);
  • Recomendação do escalonamento de horários alternados para os setores de serviços, comércio e indústria;
  • Toque de recolher das 20h às 5h.

O que pode funcionar na fase vermelha?

  • Escolas e universidades (cursos da área da saúde);
  • Hospitais, clínicas, farmácias, dentistas e estabelecimentos de saúde animal (veterinários);
  • Supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres;
  • Delivery, retirada (take-away) e drive-thru para bares, lanchonetes e restaurantes;
  • Cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção;
  • Empresas de locação de veículos, oficinas de veículos, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos;
  • Serviços de segurança pública e privada;
  • Construção civil e indústria;
  • Meios de comunicação, empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens;
  • Outros serviços: igrejas e estabelecimentos religiosos, lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica e bancas de jornais.

O que não pode funcionar na fase vermelha?

  • Academias;
  • Cultos, missas e celebrações em igrejas e templos religiosas;
  • Salões de beleza;
  • Cinemas;
  • Teatros;
  • Shoppings;
  • Lojas de rua com atendimento presencial;
  • Concessionárias de veículos;
  • Escritórios administrativos;
  • Parques;
  • Clubes.

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