Linhas de crédito para indústrias são vitais para evitar desemprego

Rafael Cervone, vice-presidente da FIESP/CIESP (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), reivindica a criação ou ampliação de linhas de crédito para indústrias, com facilidade de acesso e juros menores do que os praticados no mercado financeiro. Para ele, isso seria muito importante, principalmente para as pequenas e médias empresas do setor, que estão enfrentando dificuldades maiores para equacionar o capital de giro, pagamento de salários, insumos e fornecedores, ante a queda das encomendas, desestruturação das cadeias de suprimentos de matérias-primas e paralisações do trabalho devido a medidas restritivas adotadas por municípios e estados.

Cervone, candidato à presidência do CIESP nas eleições de 5 de julho próximo, cita levantamento que acaba de ser feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), lembrando que o Programa Nacional de Apoio às Micro e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), concluído no final de 2020, ainda tem capacidade de oferecer até R﹩ 7,1 bilhões em novas operações, sem a necessidade de aportes pelo Tesouro. “Por que, então, não utilizar esses recursos para ajudar as empresas neste momento tão difícil?”, questiona.

Lembrando que esse tipo de crédito torna-se ainda mais importante com a retomada do aumento da Selic, o vice-presidente da FIESP/CIESP argumenta que o Pronampe oferece financiamento com taxas de juros mais baixas em relação a alternativas oferecidas pelo mercado. “Assim, e levando em conta a disponibilidade de recursos sem ônus para o erário, é urgente liberar o dinheiro para socorrer a produção, ajudar as empresas na travessia da difícil conjuntura e evitar mais desemprego”, alerta.

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