Nenhum avanço na negociação dos bancários com a Caixa Econômica Federal.

Na reunião que aconteceu nesta terça-feira (11/05) entre o movimento sindical e a Caixa Econômica Federal, o banco frustrou seus empregados ao não atender as suas reivindicações.

O primeiro tema a ser debatido no encontro foi a PLR Social. A Caixa alegou que o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) foi cumprido, inclusive extrapolando o previsto na resolução 10/1995 da CCE (Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais). Os representantes dos empregados alegaram que a Caixa não reconheceu o trabalho dos funcionários e novamente reivindicou ao banco que pague a diferença da PLR Social, argumentando que o ACT prevê o pagamento da PLR até o limite de 15% do lucro líquido ajustado e não na limitação de 25% dos dividendos definidos pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST). Não está descartado o ajuizamento de ações para que o banco cumpra o acordo coletivo.

Foi cobrado do banco uma atualização nos protocolos de prevenção contra a Covid-19, que está vigente desde julho do ano passado. O movimento sindical cobrou também da Caixa o cumprimento dos protocolos de saúde e segurança, que em algumas unidades estão sendo deixados de lado para que metas possam ser cumpridas. Além disso, foi pedido ao banco que abra uma negociação com o Governo Federal para que os empregados tenham prioridade na vacinação contra a Covid-19.

Os representantes da Caixa assumiram o compromisso de reforçarem junto aos gestores os procedimentos corretos para higienização e limpeza dos locais de trabalho, além do atendimento voltado somente para serviços essenciais. O banco afirmou ainda que não existe nenhuma orientação para o retorno ao trabalho presencial de empregados pertencentes ao grupo de risco.

Uma reunião específica para tratar dos protocolos de prevenção à Covid-19 será realizada ainda neste mês.

Enquanto os maiores bancos do país já estão imunizando seus funcionários contra a gripe H1N1, o processo na Caixa ainda está na fase de licitação, ou seja, muito atrasado. Caso o funcionário queira se antecipar e tomar a vacina em clínicas especializadas, poderá fazê-lo e solicitar o reembolso até o dia 30 de julho, desde que a vacina tenha sido aplicada entre 1º de março e 30 de junho. O reembolso será limitado a R$ 95,00 ou ao valor pago, prevalecendo o de menor valor.

Muitos GGR’s estão solicitando a ampliação do prazo para a certificação CPA-20, cuja data limite é 1º de julho. A Caixa solicitou que seja formalizado o pedido pelas entidades sindicais para que o assunto possa ser debatido.

A Caixa informou que ainda não possui uma proposta para formalização de um acordo sobre o teletrabalho, já que este assunto ainda está sendo debatido internamente.

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