Ocorrências de incêndio quase triplicam quando comparadas a 2019 em Paraíso

As ocorrências de incêndios atendidas entre os meses abril e setembro de 2020 chegaram a quase três vezes mais, comparadas ao mesmo período do ano anterior, quando se registrou 155 casos. Somente neste período, em 2020, os números chegaram 394 ocorrências e, desde junho, os números seguem uma crescente.

De acordo com o Corpo de Bombeiros em São Sebastião do Paraíso, a situação é preocupante, pois especialmente nos últimos dois meses, de agosto e setembro, tivemos um aumento considerável nos incêndios em áreas rurais. São ocorrências muitas vezes demoradas, pelo relevo da região, que dificulta o acesso ao local dos incêndios, além dos fatores climáticos, a seca e a velocidade do vento, que influenciam na sua propagação causando efeitos devastadores.

De acordo com estatísticas apresentadas pelo 2º Pelotão de Bombeiros Militares de São Sebastião do Paraíso, as áreas mais atingidas abrangeram a BR-265, MGC-491, MG-050, rodovia LMG 486 e estradas rurais dos municípios de São Sebastião do Paraíso, Pratápolis, São Tomás de Aquino, Itamogi e Monte Santo de Minas. De acordo com o bombeiro, sargento Giovani Duarte, o 2º Pelotão BM vem trabalhando diuturnamente com reforço de equipes da Administração e bombeiros de folga para combater os incêndios na região.

“Porém, devido à grande demanda, a corporação prioriza os incêndios com maior risco, como para residências, matas nativas e os ocorridos nas margens das rodovias, com riscos de acidentes devido grande acúmulo de fumaça. Verificamos que a maior parte dos incêndios é provocada por ação humana, ou seja, são evitáveis, portanto, a melhor maneira de combater um incêndio é evitar que ele ocorra. Por isso pedimos a conscientização da população, pois os incêndios prejudicam o meio ambiente e consequentemente a saúde das pessoas.

Conforme orienta Duarte, os proprietários devem manter os lotes vagos limpos e carpidos, não depositando lixo, papel, madeira, entulho, móveis usados e pneus velhos, que propiciam maior propagação aos incêndios. “Há locais apropriados para descarte destes materiais, cedidos pela Prefeitura Municipal. Aos proprietários rurais, construírem aceiros em suas propriedades, que facilitam, caso ocorram incêndios, de sua continuidade e de passar para outras propriedades rurais e plantações”, acrescenta.

O bombeiro reforça que se o cidadão presenciar alguém provocando incêndio, deverá imediatamente acionar a Polícia Militar e solicitar a lavratura de um boletim de ocorrência pelo crime ambiental de incêndio. “Colocar fogo em terreno, ainda que seja para fazer limpeza e provocar fumaça, ainda que não haja vítimas é considerado crime de incêndio”, completa.

NÚMEROS PREOCUPANTES

De acordo com dados levantados pelo Corpo de Bombeiros, em 2019 foram registrados em abril 5 casos de incêndio; em maio, 13; em junho, 29; em julho, 37; em agosto 25 e em setembro 46 ocorrências, totalizando 155 casos. No mesmo período, em 2020, foram registrados em abril 47 ocorrências; em maio, 63; em junho, 33; em julho, 78; em agosto, 77; e em setembro 96 casos, totalizando 394 ocorrências de incêndio no município.

Os dados revelam ainda que, no mês de setembro, grande parte destes casos estão relacionados a incêndios em zona rural, totalizando 55 casos, contra 33 em perímetro urbano. Há ainda registros de incêndio em prédios (1) e amontoados de lixo (7). No último fim de semana, por exemplo, foram 14 casos que mobilizaram brigadista e causou preocupação devido a alta demanda e que fizeram com que bombeiros tivessem que priorizar alguns casos.

Conforme já citado pelo sargento Giovani Duarte, é importante que a população faça sua parte e não colabore com essas queimadas, cujos os efeitos já podem ser sentido diante da qualidade do ar e das altas temperaturas.


Fonte: Jornal do Sudoeste

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