Operação ‘Donum’ cumpre mandados de busca e apreensão contra assessor de vereador investigado em Araxá

Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos na quarta-feira (31) contra um assessor do vereador Doutor Zidane (PP), durante a Operação ‘Donum’ da Polícia Civil, em Araxá. O vereador é investigado por suspeita de compra de votos nas eleições de 2020, e um dos assessores dele, que não teve a identidade divulgada, suspostamente estaria envolvido no esquema.

A reportagem entrou em contato com o vereador, que informou que eles não irão se posicionar no momento.

De acordo com a Polícia Civil, durante as buscas foram recolhidos celulares e notebooks, que serão periciados para auxiliar nas investigações. O G1 entrou em contato com a assessoria de comunicação da corporação neste sábado (3) para saber detalhes sobre estes equipamentos apreendidos, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

Afastamento

 

A Polícia Civil em Araxá pediu no dia 8 de março o afastamento do vereador Ricardo Assis Gianvechio, conhecido como Dr. Zidani, por suspeita de compra de votos no período eleitoral de 2020. Os quatro assessores de gabinete do parlamentar, que não tiveram os nomes informados, foram exonerados.

Dr. Zidne (PP) foi eleito com mais de 900 votos em 2020. Na data do afastamento ele disse à equipe de reportagem que é inocente.

Ao ser ouvido pelos investigadores, Zidane disse que se defendeu e contestou, dizendo que não houve compra de votos.

“Eu relatei os fatos e pude realmente externar o que aconteceu nos pormenores. Contestei todos os fatos, porque não existiu compra de votos. Não foi uma nem duas vezes que eu me reuni com os meus apoiadores para falar sobre licitude. As pessoas que trabalham comigo sabem que eu sou muito criterioso quanto a isso. Jamais imaginaria que eu poderia estar vivendo esse momento agora e tendo que provar a minha inocência por uma coisa que eu sempre bati que foi a honestidade por conta da democracia”, se defendeu Dr. Zidane na ocasião.

Investigações

As investigações começaram diante de um caso que era apurado pela Polícia Civil sobre a suspeita de vendas de carteiras de habilitação falsas. Mediante as diligências, houve a apreensão de celulares da pessoa suspeita de vender as CNHs, que era um dos assessores do parlamentar.

Em um desses aparelhos, a polícia encontrou mensagens que indicaram compra de votos para o vereador Dr. Zidane, que estava em período eleitoral, segundo explicou o delegado Vitor Hugo em entrevista concedida anteriormente a TV Integração.

“Esse inquérito teve origem por parte de investigações de venda de CNHs falsas. Ocorreu a prisão de determinada pessoa e essa pessoa era assessor desse vereador. Quando foi feita a perícia no celular desse assessor, ali foram comprovadas situações e conversas entre ele e o vereador, trazendo indícios de eventual compra de votos durante o período eleitoral. Com base nesses dados e depoimentos dessa pessoa e de outras provas colhidas, foram tomadas essas providências”, detalhou na época.

 

O inquérito está sendo acompanhado pelo Promotoria Eleitoral em Araxá e as investigações terão continuidade.

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