Prefeitura de Brodowsk exonera 6 secretários por suspeita de ‘fura-fila’ em vacinação contra a Covid-19

A Prefeitura de Brodowski (SP) decretou a exoneração de seis secretários municipais por suspeita de irregularidades na vacinação contra a Covid-19.

A decisão foi confirmada em publicação extraordinária do Diário Oficial de terça-feira (18) após a abertura de uma sindicância interna, que apura se esses servidores furaram a fila da imunização contra o novo coronavírus na cidade. Foram exonerados os seguintes secretários:

  • Ronaldo Mesquita (secretário de Saúde)
  • Roberto Lopes (secretario adjunto de Saúde)
  • Delisberto de Oliveira (secretário de Turismo)
  • Clea Aparecida Posses (secretária de Educação)
  • Ivana Aparecida Moys Berlese (secretaria de Desenvolvimento Social)
  • Joel Tadeu Silva (secretário adjunto de Desenvolvimento Social)

 

Segundo a administração municipal, a exoneração é adotada para o melhor andamento das investigações e não pressupõe que os secretários sejam culpados.

A reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, entrou em contato com os seis exonerados, mas não obteve um posicionamento durante a manhã desta quarta-feira (19).

Investigações

As suspeitas de irregularidades na vacinação contra a Covid-19 surgiram após denúncias de falta de doses para grupos prioritários, que levaram à abertura de um inquérito civil pelo Ministério Público.

Em meio às investigações, planilhas analisadas pelas autoridades registraram, entre os vacinados, funcionários de autarquias, secretários municipais, advogados e familiares de médicos, políticos, além de profissionais de saúde com 120 anos, pessoas entre 20 e 40 anos classificadas como idosos e servidores da saúde que não estão na ativa.

O caso também deve ser investigado por uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) na Câmara, por força de uma determinação judicial.

A comissão chegou a ser barrada em um primeiro momento pelo presidente da Câmara, Marcos Antonio de Araújo (PSDB), que mencionou a falta de aprovação de maioria do plenário para abertura da CPI, com base na Lei Orgânica do Município.

A juíza Carolina Nunes Vieira, no entanto, determinou a instauração da CPI ao acatar um mandado de segurança cível ajuizado por parlamentares, que apontaram que o texto citado pelo presidente é inconstitucional – a Constituição exige somente o requerimento por um terço dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal para instauração de comissão.

Ainda segundo a magistrada, ficou demonstrada a urgência da CPI tendo em vista o inquérito do Ministério Público.

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