Setor calçadista de Franca, SP, dá sinais de recuperação e recontrata demitidos durante a pandemia

A indústria calçadista de Franca (SP) começou a se recuperar da crise provocada pela pandemia de coronavírus. Em agosto, 272 pessoas foram contratadas para o setor, o que representa um aumento de 137% ante 101 admissões de julho, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

O saldo supera o que foi registrado no mesmo período de 2019, quando, na soma dos contratados e demitidos, o saldo foi de 53 postos de trabalho extintos. O Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca (Sindifranca), no entanto, diz que o setor tem muito o que recuperar.

Em agosto de 2019, havia 17.564 pessoas empregadas na indústria do calçado de Franca. Em agosto de 2020, eram 10.184, o que representa uma queda de 42%, de acordo com o Sindrifranca.

Com alta nas encomendas, indústria calçadista de Franca (SP) recontrata demitidos em março — Foto: Jefferson Severiano Neves/EPTV

Com alta nas encomendas, indústria calçadista de Franca (SP) recontrata demitidos em março — Foto: Jefferson Severiano Neves/EPTV

O ritmo de produção na fábrica de calçados do empresário Valter Cintra já está mais acelerado. No início da pandemia, a quantidade de pares de sapatos produzidos por dia caiu pela metade. Em setembro, a produção cresceu 20%.

Apesar de o aumento ainda não elevar a fábrica ao patamar anterior, o empresário está contratando funcionários, muitos dos quais foram demitidos em março. A fábrica precisa, principalmente, de pespontadores.

“Fizemos replanejamento para a empresa. As lojas começaram a reabrir e, com a clientela aumentando, começam os pedidos. Já está acima do que estávamos esperando. A gente está buscando mão-de-obra e estamos com dificuldade”, diz Valter.

Fábrica de Franca (SP) tem calendário de produção cheio até novembro, diz empresária — Foto: Jefferson Severiano Neves/EPTV

Fábrica de Franca (SP) tem calendário de produção cheio até novembro, diz empresária — Foto: Jefferson Severiano Neves/EPTV

A situação é parecida na fábrica da empresária Nice Peixoto, que também produz bolsas. A empresa demitiu 11 funcionários no início da pandemia e, desde agosto, recontratou cinco deles. A previsão é de que o quadro de colaboradores volte ao normal em 2020.

Trabalho não falta para os recontratados, já que os pedidos aumentam a cada dia. Com a equipe atual, o calendário de produção da fábrica está cheio até novembro, segundo a empresária.

“Estamos em momento de comemoração. Traz uma satisfação muito grande, saber que nosso produto está sendo aceito no mercado. Isso é muito gratificante. O mercado deu uma aquecida”, comemora Nice.

Fonte: EPTV

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