SP: comércio prevê ‘desespero’ e prejuízo bilionário na fase vermelha

Entidades do comércio reagiram com críticas à decisão do governo paulista de adotar a fase vermelha do Plano SP em todo o estado. A FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) prevê perda média de R$ 11 bilhões no mês.

Para a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), “é impossível que negócios se mantenham de pé”. A Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) prevê “desespero a mais para os lojistas”.

A medida entra em vigor a partir de sábado (6) e vale até 19 de março, para conter o avanço da pandemia de covid-19. No 14 dias de restrição, somente os serviços essenciais como saúde, alimentação e segurança poderão funcionar.

“A cada dois dias, enfrenta-se uma mudança de posicionamento. É impossível que negócios se mantenham de pé em um cenário desses, no qual falta planejamento e transparência”, diz em nota a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

A associação critica o que considera um ambiente de incertezas, gerado pelo governo. “É cruel deixar que bares e restaurantes amarguem sozinhos os prejuízos de mais um fechamento. O que temos pedido incansavelmente ao governador Doria é respeito e justiça”, afirma Paulo Solmucci, presidente da Abrasel. Ele comenta que o aumento no ICMS do setor e dos impostos sobre insumos essenciais vão contra medidas que estão sendo feitas ao redor do mundo. “Precisamos de ajuda, real e rápida, em São Paulo. Há condições plenas para que isso aconteça. O que parece faltar é vontade.”

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