‘Tenho fé na Justiça’, diz pai de Joaquim sobre julgamento

Arthur Paes ao lado de cartaz que anuncia busca por Joaquim: “Dói saber que seu filho foi morto estupidamente” (Foto: Weber Sian / A Cidade – 08.nov.2013)

Arthur Paes, pai do menino Joaquim Ponte Marques, disse que a espera pelo julgamento dos acusados da morte do filho tem sido dolorosa, mas que acredita na Justiça. O crime, que chocou Ribeirão Preto, completou sete anos nesta quinta-feira (5).

O júri popular de Natália Ponte, mãe do menino com 3 anos à época, e do padrasto, Guilherme Longo, réus na ação penal por homicídio doloso triplamente qualificado, ainda não tem data definida para ser realizado.

“Sete anos esperando e a gente não consegue. Tenho fé e acredito na Justiça, mas acho que esse ano o júri não sai por causa da pandemia. A esperança é para o ano quem vem”, disse o pai da criança ao ACidade ON.

Joaquim desapareceu da casa onde morava com a mãe o padrasto, na zona Norte de Ribeirão, no dia 5 novembro de 2013. Cinco dias depois, o corpo dele foi encontrado no rio Pardo, em Barretos.

Para Arthur, é “absurda” a decisão que manteve Natália em liberdade.

“Isso me revolta. Se tivesse dinheiro, acho isso não seria feito. Se fosse o filho de alguém importante, não teria acontecido isso”, disse.

Natália e Longo sempre negaram responsabilidade na morte de Joaquim.

Saudade 

O pai de Joaquim contou que, sempre que pode, viaja de São Paulo, onde reside, para visitar o túmulo do filho, sepultado em São Joaquim da Barra, na região de Ribeirão.

“Visitar São Joaquim é muito pesado pra mim. De vez em quando, eu acordo, pego o carro e vou para a cidade sem ninguém saber. Cada dia é uma luta e a saudade sempre aperta, porque dói saber que seu filho foi morto estupidamente”, afirmou Arthur Paes.

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