Veja o roteiro da CPI da Covid a partir desta terça-feira

O primeiro a prestar depoimento nesta semana é o presidente do Instituto Força Brasil, Helcio Bruno de Almeida. Na terça-feira, ele deverá ser questionado sobre a intermediação na venda de 400 milhões de doses da Astrazeneca. O coronel da reserva teria facilitado a entrada dos vendedores de vacina Luiz Dominghetti e Cristiano Carvalho no Ministério da Saúde. Na quarta-feira, será a vez do empresário Jailton Batista, que falará no lugar de José Alves Filho, representante da Farmacêutica Vitalmedic, que vende medicamentos do chamado kit-covid sem eficácia comprovada contra o vírus.

Na quinta-feira, será ouvido o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, do PP do Paraná. Em junho, o deputado federal Luis Miranda, do Democratas do Distrito Federal, revelou à CPI que o presidente Jair Bolsonaro teria atribuído a Ricardo Barros eventuais pressões relacionadas ao contrato da compra da vacina indiana covaxin. O senador Humberto Costa, do PT de Pernambuco, antecipou, no entanto, que Ricardo Barros deverá ser questionado não apenas sobre a Precisa Medicamentos, mas também a respeito da VTC Log, transportadora que presta serviços ao Ministério da Saúde. Existem no Ministério da Saúde esquemas que seriam articulados por ele e de que ele seria beneficiário. Existe também a discussão sobre mudanças que aconteceram durante o período em que ele era ministro e que beneficiaram empresas que agora foram duplamente beneficiadas com aditivos de contratos.

Já o senador Jorginho Mello, do PL de Santa Catarina, admitiu que o depoimento do líder do governo é um dos aguardados para encerrar o assunto do contrato da compra de vacinas indianas já cancelado pelo Ministério da Saúde. Ele foi ministro nos outros governos, tem uma vida longa pública e foi ministro da Saúde e tem muita coisa para dizer. Ele tem que ir lá para desvendar todas as questões perguntadas e ele tem conhecimento e tem estofo político para responder. Então, espero que seja um bom depoimento para que a gente avance nessa CPI e a gente possa encerrá-la e voltar a trabalhar.

Em julho, a CPI adiou a oitiva do deputado Ricardo Barros. Ele então recorreu ao Supremo Tribunal Federal para marcar o quanto o antes o depoimento alegando que estava impedido de exercer a ampla defesa por abuso de poder da CPI, que, segundo ele, estaria atacando a própria honra. Em outra ação, o líder do governo conseguiu também no Supremo o direito de acessar aos documentos da CPI que façam referência a ele. Da Rádio Senado, Hérica Christian.

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