Vigilância Sanitária de Rifaina participa da Semana Nacional de Combate à Leishmaniose Visceral

Conforme previsto em Lei nº 12.604/2012 que trata da “Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose”, o Estado de São Paulo realizará a Semana Estadual de Prevenção e Controle da Leishmaniose Visceral #euapoioefaçoparte no período de 09 a 14 de agosto de 2021.

LEISHMANIOSE VISCERAL HUMANA (LVH) VETORES

A situação epidemiológica da transmissão de casos humanos no estado de São Paulo no período de 1999 a 2019 apresentou 8.553 casos notificados de LV. Destes, 3.046 (35,6%) casos foram confirmados como autóctones, dos quais 266 evoluíram para óbito.

O total de municípios com transmissão humana autóctone entre 1999 e 2019 foi de 107, representando 16,6% dos 645 municípios do estado de São Paulo.

Na análise geral dos casos do triênio de 2017 a 2019, foram registrados 336 episódios de LV com 30 óbitos, representando uma letalidade de 8,9% no período.

Destes, 317 episódios, 270 casos (80,4%) foram em pacientes não HIV e 47 casos (14,0%) ocorreram em paciente HIV.

INSETOS RESONSÁVEIS PELA TRANSMISSÃO DA DOENÇA

No Brasil, duas espécies, até o momento, estão relacionadas com a transmissão da Leishmaniose Visceral o Lutzomyia longipalpis e o Lutzomyia cruzi. Já foi detectado em todas as 21 regiões do Brasil, sendo encontrado em áreas urbanas e/ou rurais. Essa espécie apresenta um alto grau de adaptação em ambientes urbanos, sendo encontrado tanto no intradomicílio quanto no peridomicílio.

Até o momento, no estado por meio de um check-list dos exemplares catalogados apresenta um total de 14 gêneros registrados, com 69 espécies de flebotomíneos.

SITUAÇÃO ATUAL

Classificação dos municípios

Sobre a classificação dos municípios quanto a presença dos vetores da Leishmaniose Visceral no estado de São Paulo, a partir do ano de 2019 foram considerados além da principal espécie de Lutzomyia longipalpis para classificação dos municípios, a participação secundária de outros vetores na transmissão da LVH/LVC de acordo com orientações do Ministério da Saúde e da análise da evolução de cenários epidemiológicos sobre a transmissão da doença no estado.

A presença de Lulongipalpis foi assinalada em 203 municípios paulistas até o ano de 2019, sendo que 154 destes apresentaram alguma modalidade de transmissão de LVH/LVC ou ambas. O vetor Lulongipalpis foi observado em todos os 101 municípios com transmissão canina e humana, em dois, dos quatro municípios com transmissão humana e em 51, dos 54 municípios com transmissão canina.

A circulação de Leishmania infantum, portanto, ainda não foi observada em 49 municípios que foram classificados como Silenciosos Receptivos Vulneráveis, ou seja, aqueles com presença do vetor primário e sem notificação de casos humanos e/ou caninos autóctones.

PREVENÇÃO

Boas Práticas em Toda Parte

Evitar a criação e proliferação dos insetos vetores da doença, que se reproduzem no meio de matéria orgânica em locais sombreados e com umidade.

Para isso deve-se:

  • Manter a casa e o quintal livre de matéria orgânica, recolhendo folhas de árvores, fezes de animais, restos de madeira e frutas.
  • Podar galhos de árvores para permitir entrada de sol e evitar umidade no solo.
  • Capinar o mato rasteiro e aparar os gramados.

Todo esse lixo deve ser colocado em sacos para coleta

  • Evitar possuir abrigos de animais próximos dos domicílios e em área urbana como: canil, chiqueiro e galinheiro.

Recomenda-se ainda:

  • Manter o animal em ambiente telado com malha fina (menos que 1 mm de furo), durante o período de maior atividade dos vetores (ao entardecer e ao amanhecer).
  • O uso de coleiras repelentes de insetos.
  • Adotar a guarda responsável, não permitindo que os animais fiquem soltos na rua.

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